Hoje vou narrar a saga para ir ver o Rock in Rio, não, essa não é uma história com final feliz, na verdade é mais uma comédia, acompanhem aqui.
Sexta-feira, dia 25, dia pós Faith No More, eu em casa, resolvendo algumas coisas do freela, fiz o post sobre o show, mas curtindo uma ressaquinha de boa, me preparando para tomar banho e dar um fim na nhaca quando recebo uma mensagem da Jules:
Passado mais algumas mensagens, sobre buscar ingressos, passagens, o tempo da incredulidade e a racionalidade inicial, começou minha euforia, empolgação e loucuragem, mas não sem antes conversar com a Tati sobre esse gasto extra nas escassas finanças da casa neste final de mês.
Ela não só deu ok, como botou pilha.
Contei com apoio de outra amiga, a Carol para adquirir as passagens, ida avião, volta busão, mas tudo isso no meio do caminho já.
O banho estava adiado, mochila bem mal feita, com uma cueca, duas camisetas, carregador de celular, escova e pasta de dente e não muito mais que isso, além da roupa do corpo.
Saindo da Bela Vista, subindo até a Paulista, já escalo o Bruno na função de piloto de fuga:

Corro até o metrô Trianon, desço no Sumaré e o plano de ir de ônibus até a Pompéia onde estavam os ingressos foram substituídos por um táxi, que só parou o suficiente prum abraço na Jules, ingressos na mão e “bora pra Barra Funda”, um pequeno trânsito por conta do show da Katty Perry no Allianz Parque e R$ 25 depois lá estava eu entrando no metrô.
Resolvi perguntar no Twitter:
Vários amigos responderam e achei melhor segurar a compra da passagem para pelo dentro do ônibus que me levaria para Guarulhos.
Dentro do ônibus veio o primeiro desespero, bateria do celular acabando, a Tati me ajudou e tava finalizando a compra das passagens pelo telefone, quando ela perguntou meu CPF o celular desligou.
Sabia que o terminal da Azul em Guarulhos era o 4, desci, fui pro totem imprimir a passagem, mas nada. Tomada só aquelas embaixo das cadeiras, mostrava como carregando, mas das 18h às 18h25 a porcaria não ligou, só ficava assim:

Deixei ele embaixo da mochila e fui usar um orelhão, desde sabe-se lá quando e liguei a cobrar pra Tati, tava tudo ok, passagem comprada pras 19h25, com o localizador decorado, fui no totem e imprimi a passagem, já parti pra sala de embarque atrás de tomadas melhores.
Achei, a tomada ficava estrategicamente em frente ao portão de embarque, tudo calculado, assim que a fila estivesse acabando eu tiraria da tomada e correria pro avião. Nesse tempo comprei a passagem de ônibus para voltar, saindo 15h45 do Rio, guardem esse horário.
Eis que veio a grande virada:
Veio um sentimento de “não vai dar”, mas era só a quarta ou quinta vez que sentia isso nesse dia.
Conversando principalmente com a Tati e o Bruno ainda tinha uma certa esperança, pessoal do Twitter mandava uma força e eu levava tudo na esportiva, contava muito o fato de, assim como em 2009,, ter visto um show só deles antes de um festival, e assim como o Maquinaria em 2009 eu iria pro Rock in Rio como o Taiti veio pra Copa da Confederações, just for fun.
Ainda um tanto abatido com a notícia inicial veio a parte hilário da noite:
O jeito era rir de mim mesmo.
O Bruno já tava lá no Santos Dumont:
Alguns pensamentos e piadas, entre troca de mensagens e enquanto comia barrinhas de cereal:
Eis que passado das 21h e o painel mostrando apenas como ATRASADO sem mais nenhuma previsão, chegou a hora de desistir:
Tive (mais) uma ideia de 1 milhão de dólares, ou R$ 4 milhões, baby:
Pegar o reembolso da passagem foi fácil, enquanto vários passageiros, com razão, queria ser realocados em outros aviões, de outras empresas, rumo ao Galeão, eu só queria o estorno do cartão de crédito.
Pensei em várias alternativas para voltar, ir pra minha mãe que mora em Guarulhos, mas não tem Multishow, pra minha irmã, mas ia receber visita, meu tio que trabalha na Guarucoop poderia me trazer, mas estava na 23 de maio, o ônibus que deixa no Maksoud, 5 minutos a pé de casa, mas o próximo só sairia às 22h05, então o jeito foi fazer o mesmo caminho, saquei dinheiro e paguei os R$ 5,15 do busão rumo ao Tatuapé.
Na volta mais umas piadinhas pra passar o tempo:
Mudei o caminho, ao invés de fazer baldeações de metrô, preferi descer no Anhangabaú e pegar um táxi.
Desci no Anhangabaú e na porta do Terminal Bandeira tava rolando o maior Forró in Sampa desde os tempos de Lampião, os taxistas do ponto estavam perdidos no meio da multidão, resolvi caminhar pra 9 de julho, vários botecos e carros só estacionados e sem motorista, já estava voltando a pé, quando um táxi veio e consegui pegá-lo.
Cheguei em casa e perdi só a primeira música.
Uma boa cerveja escolhida pela Tati e ainda fiz um vídeo de autozoeira.
Assisti o show e finalmente tomei banho.
Mas, ainda não acabou, no sábado fui para o curso de marcenaria no SENAI no Brás e terminei minha primeira mesa.
No intervalo do almoço, ao meio-dia saí correndo, peguei um táxi e fui ao Tietê cancelar a passagem de ônibus, claro que pra vender é 24h por dia, por aplicativo ou telefone, mas para cancelar é pessoalmente.
Cheguei no guichê, fui informado que tinha que imprimir a passagem para cancelar, fui no totem da empresa, voltei e a passagem foi cancelar 12h35, 10 minutos antes de estourar o prazo de 3h antes do embarque, salvei quase R$ 90.
Fim.
Ah, a mesa que terminei depois disso tudo:


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