Venny Soldan-Brofeldt

Artist, sculptor, and jewelry designer.

30 dias de Faith No More, dia 28

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Antes de você desistir de ler, um aviso: não é resenha de show, não é de crítico musical, é de fã. Agora você pode desistir sabendo. hehe

Depois de tudo que rolou na tarde de ontem, a noite prometia um belo show, saí de casa ouvindo uma playlist de Faith No More já para aquecer, metrô lotado, galera saindo do trampo alheia ao grande evento que aconteceria na cidade, encontro a Tati e rumamos pra Barra Funda.

Stephan Solon/Move Concerts
Stephan Solon/Move Concerts

Era cedo, 18h45, e já tinha uma grande fila, pegamos, deu pra tomar 2 Heinekens pelo preço daquela que paguei mais cedo, como contei no link acima, entrando, ingresso checado, pulseirinhas, cerveja ruim e cara, bora sentar pra descansar e guardar lugar.

Começa a banda de abertura, a bacana e difícil Como Asesinar a Felipes, do Chile, o palco do Faith No More já parcialmente montado e coberto por panos brancos, fim do show de abertura, começa a longa montagem de palco do Faith No More, mais panos brancos, flores, ajustes de som, a galera tava meio fria, o coro com nome da banda não encontravam muito apoio, mesmo com o atraso da produção e o show começou pra lá das 22h15.

A intro de Midnight Cowboy, em tape, abre o show, em seguida, como esperava, Motherfucker de Sol Invictus e aí fomos supreendidos por uma sequência de 3 músicas do Angel Dust: Land of Sunshine, Caffeine e Evething’s Ruined, essas duas últimas subindo muito a temperatura do show e do abafado Espaço das Américas.

Mike Patton pergunta se canta Evidence, do King for a Day, em português, a galera pede e ele atende, até o último Refrão que ele cantou em inglês mesmo.

Stephan Solon/Move Concerts

Após esse momento calmo e tranquilo, os riffs de Epic, do The Real Thing, já jogam todos pro alto e as lágrimas se misturam com o suor, em seguida a melhor música, na minha opinião, do Sol Invictus, Sunny Side Up começa, acalma, mas mantém todos cantando.

O clima volta a explodir com Midlife Crisis, do Angel Dust, e sua famosa pausa, dessa vez sem longa pausa e com um trechinho curto de Lowdown de Boz Scaggs.

Um nova supresa, a animada Chinese Arithmetic, do Introduce Yourself, que eles tocam muito pouco e não estava no set da Argentina, anima a galera e os fãs que reconhecem um som pré-Patton no set, começando com um pequena gracinha dele cantando um trechinho de All About That Bass de Meghan Trainor, mesmo trecho que já cantou Poker Face de Lady Gaga.

Chegou a vez de porrada na orelha com Gentle Art of Making Enemies, do King for a Day e o palco antes branco fica todo avermelhado com a iluminação.

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Novo momento relax com a vez com o cover dos Commodores, Easy, do Angel Dust pra delírio geral.

Volta do peso com duas do Sol Invictus, Separation Anxiety e Matador e vejo Billy Gould surrando as cordas do baixo. 😀

Stephan Solon/Move Concerts
Stephan Solon/Move Concerts

Mike anuncia a última música meio de brincadeira e Ashes to Ashes é a única do Album of the Year presente no set.

Em seguida ainda tocam Superhero do Sol Invictus e se despedem, mas como não tem mais bobo no Rock, todos sabem que eles voltariam, mas numa reviravolta poucas vezes vistas na história do rock, The Crab Song, do Introduce Yourself, tocada pelas últimas vez na Polônia (julho/2014), Nova Iorque (julho/2010), no show que a Elaine contou aqui, me levou às lágrimas pela terceira vez (podemos tirar, se achar melhor).

A cheia de energia From Out of Nowhere, do The Real Thing, fez todos cantarem junto com a banda novamente.

E para fechar o cover de Bee Gees, I Started a Joke, do King for a Day, acalmou os ânimos, tanto que os pedidos de We Care a Lot não foram suficientes para que a banda voltasse mais uma vez. E ao ver a desmontagem da bateria assumi o fim do show e fui encontrar alguns amigos, rir e já começar a sentir saudades dessa noite.

Em resumo, tocando 6 dos 7 álbuns, deixando de fora apenas o primeiro e pouco conhecido We Care a Lot, tocando 5 músicas do álbum atual, 5 do Angel Dust e 2 do Introduce Yourself, podemos dizer que foi um show para todos, pro fã de longa data que viu canções que não são tocadas sempre, pra quem tá conhecendo agora através do último álbum, para quem conhecia os hits e vibrou com Easy, Midlife Crisis e Ashes to Ashes, teve porrada e balada, e claro, vontade de ouvir muitas outras que não entraram no set como We Care a Lot, Ricochet, Digging the Grave, A Small Victory, RV, Falling to Pieces, Just a Man, etc…

Hoje a noite tem mais, direto do meu sofá, vou acompanhar Faith No More no Rock in Rio.

Uma resposta a “30 dias de Faith No More, dia 28”

  1. Avatar de 30 dias de Faith No More, dia 29 | Dibre Do Vaca

    […] dia 25, dia pós Faith No More, eu em casa, resolvendo algumas coisas do freela, fiz o post sobre o show, mas curtindo uma ressaquinha de boa, me preparando para tomar banho e dar um fim na nhaca […]

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