Continuando a série de depoimentos sobre Faith No More, agora quem escreve é a Tati, que esteve comigo num dia que quase encolhemos de tanta chuva e barro e em um dos melhores show deles, o SWU 2011. “Noné Sao Paolo, é Paulinha”
Eu acredito no poder da música como algo que vai muito além da virtuose ou qualidade, eu gosto de música, acima de tudo, pelo o que ela me faz sentir. Virtuosismo, qualidade e sentimento: em um show do Faith No More nenhum desses ingredientes fica de fora e é por isso que considero o show deles de 2011 no SWU um dos melhores que já fui na vida. Foi um dia especial por completo, sem dúvida; veio de um crescendo de shows bons durante todo o dia e culminou com um Faith No More enfurecido e amoroso (ao mesmo tempo, sim) fechando o festival e tocando debaixo da chuva que nos assolava e muito nos castigaria algumas horas depois na volta para casa. E depois de um dia inteiro de espera, quando a banda finalmente surgiu no palco, apoteótica em meio à chuva, com suas flores, piadas, sotaques e roupas brancas, foi quase uma experiência religiosa. Foi arrebatador. Eu nunca vou esquecer o quanto aquele me show me encantou, me impressionou e me fez sair dali achando que a vida pode ser maravilhosa – o que é exatamente o que espero da música: que ela me faça sentir. Para o show próximo, espero sentir algo perto disso e sei que vou, já que levo comigo todas essas lembranças e toda a alegria de saber que Faith No More é uma banda que te dá exatamente o que você quer, mesmo que ao chegar à plateia você não faça a menor ideia do que te espera.
Tati, segunda da esquerda pra direita, no SWU e claramente imitando o Vanzo.
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