
Ontem, mais uma vez eu fui ao estádio. Aquele novo velho estádio, novo nas cadeiras, nos setores, nas lanchonetes, até mesmo nos porta-copos, mas velho. Na localização, nas arquibancadas cobertas por concreto, nos fantasmas de times pequenos, nas diferenças dentro da própria torcida.
Ontem também encontrei um velho amigo que com o tempo acabei perdendo contato, porém, amigo de irmos juntos aos jogos por volta de 1996/97, daquela época em que pra ir do Jardim Tremembé para o Parque Antarctica pegávamos 2 ônibus, passando por baixo da catraca e metrô tinha que pagar passagem. Era outra época, que traz boas lembranças, mas que passou… Muita coisa mudou, algumas para melhor, outras para pior.
Ontem tudo ficou mais evidente. A torcida adversária ficou isolada no anel superior, e embaixo, apenas o setor norte, setor menos caro e destinado aos menos abastados e as torcidas organizadas, era o único separado por grades.
Ontem não havia palmeirenses nas arquibancadas superiores. Preferiu-se não vender do que vender barato, usando como argumento o alto custo de operação. Abre-se mão da torcida em nome de um dinheiro que nem existe. Essa conta nem é exata, pois podia-se simplesmente calcular o tal custo operacional para liberar esses lugares e cobrar o rateio. Mas e o lucro, né?
Ontem, eu fui e voltei de táxi, com minha esposa. Somos Avanti Ouro 4 estrelas (que pompa!), com direito à ingressos com 100% de desconto no setor norte. Minha vida mudou, melhorou, cresci… mas não consigo não pensar que o eu de 1997 jamais poderia frequentar o mesmo espaço do eu de ontem.

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